Ária batráquia

A memória rã pula na frente do presente,

a sapo cururu deixa o agora no escuro.

Memória girino, só essa ficou de menino

E a gia de lembrar do eterno hoje gemia.

Toda memória apenas perereca, inglória, no fundo

De toda lembrança, um brejo do tamanho do mundo.

Rã, sapo, cururu, gia, girino e perereca: é tudo anuro

e memória é tudo aquilo que nos esconde o futuro.

Brasília, 2010

1 comentário

  1. Avatar de Claudia
    Claudia · outubro 15, 2010

    Depois, depois…. mais tarde, mais tarde …
    Como assim por exemplo ?

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