Não troco meus olhos de inseto
Por dois entomologistas de óculos:
Sou caótico, apoteótico, humano!
Figurinha difícil, ás de manga-espada.
Manhã cedo, meu bafo é de onça
E na saliva revolta eu afogo
Mil gramáticas em naufrágio universal.
Brasília, 2000
Este é mais um poema que retorna à sua forma original, descartado um dístico inicial, que terminou por me parecer mera excrescência:
“Narciso aberto em leque, mas fechado em copas,
Pés de barro de um golem engolido pela lama”.
Acho que a versão mais curta está melhor resolvida…
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