Todos me dizem: são pássaros!
Quando sei que são travesseiros ao avesso,
Úmidos da dor que nunca neles silencia,
Recheados de sangue incandescente,
De sonhos que partem da terra sem lar.
Todos me dizem: são peixes!
Quando sei que são baleias,
Sereias obesas de tanto amor nelas desafinou,
Recheadas de sangue incandescente,
De sonhos que afundam sem pena no mar.
Brasília, 2006
Querido amigo,
Por que todos insistem em nos dizer que as coisas são o que não são? Ou será que elas são porque somos? Cada olhar uma coisa. Pássaro, peixe, baleia, avesso de travesseiro, asas de anjo…
Quem tem pena?
Beijo no coração.
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Admirado poeta,
Vejo pássaros, no lugar de travesseiros…
Vejo o que quero ver, o que agrada a alma.
Vejo a calma, a paz na guerra, a bondade.
Alheia eu não sou, é…que só vejo o amor.
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