Em metades desiguais me divido,
Dias me vejo feliz e desconfiado,
Outros nem me enxergo à vista.
Sem horizontes na minha lista,
Queimo navios mil, distraído.
Os astros ignoro, não piso:
A luz que roubo devolvo em dobro.
Em metades iguais dessemelho,
Ora me creio eu, ora nem sei
Que rei sou, que terra habito,
Que olhos comem este eu mito.
Em palavras poucas, proscrito
Me guardo nas línguas que grito.
Poeta sem pessoa, nome ou talento,
Canto só para meu busto ao relento.
Em delírio inoxidável pasto o futuro
E carinhoso tiro versos do monturo.
Brasília, 2009
Eu(Quem?)
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….foi de se guardar, mas fazer o que é questão sobrevivência ..
jujuba vermelhas(as mehores)!!!!
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Aprendi muito
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