A memória rã pula na frente do presente,
a sapo cururu deixa o agora no escuro.
Memória girino, só essa ficou de menino
E a gia de lembrar do eterno hoje gemia.
Toda memória apenas perereca, inglória, no fundo
De toda lembrança, um brejo do tamanho do mundo.
Rã, sapo, cururu, gia, girino e perereca: é tudo anuro
e memória é tudo aquilo que nos esconde o futuro.
Brasília, 2010
Depois, depois…. mais tarde, mais tarde …
Como assim por exemplo ?
CurtirCurtir