
que somos nós, cegos assim?
mundo escuro, triste braille sem carícias…
grito em gestos berrantes de mudo
que somos nós cegos,
assim que negra luz me acende os dentes
e o desejo borbulha nestas bocas dementes.
Brasília, 1986/2011

que somos nós, cegos assim?
mundo escuro, triste braille sem carícias…
grito em gestos berrantes de mudo
que somos nós cegos,
assim que negra luz me acende os dentes
e o desejo borbulha nestas bocas dementes.
Brasília, 1986/2011
Se fosse preciso mais uma prova de minha lentidão poética, creio que só agora cheguei a uma versão realmente publicável deste poema, do qual mostrei a algumas vítimas habituais uma versão anterior, nos idos de 1986, salvo erro… Mas acho que melhorou e ficou mais perto do que foi entrevisto na ocasião e, creio, ainda não consegui trazer plenamente à tona. Pobre Musa…
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